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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Ainda o dia dos namorados

Eu acho que o dia 14 de Fevereiro é um dia igual aos outros 364. E se tiver que o diferenciar, acho-o pior do que os restantes.

Um outro efeito pernicioso é o facto de andar meio mundo a tentar convencer a outra metade que afinal o dia dos Namorados é um dia especialíssimo, que todos andam a morrer de amor uns pelos and so on. 

E têm vontade de fazer perguntas, de tirar ilações de todos os teus gestos, sorrisos e expressões. E tudo o que fazes de repente gira em torno do dia dos namorados e de uma cara metade que, se calhar, até não existe.


Nem vale a pena tentar justificar porque é que achas que é um dia normal.  Não querem ouvir. E se tens o azar de responder que não tens uma cara-metade é o fim do mundo!

Pouco importa o que digas a seguir, olham-te com um ar cheio de pena de quem acabou de ouvir que tens uma doença em estado terminal e que tens 3 meses de vida.

Se investissem metade desse esforço no quotidiano das suas relações, a taxa de divórcios seria certamente mais baixa...




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

São Valentim



Não percebo o alarido à volta do Dia dos Namorados.

As expectativas criadas são quase sempre geradoras de frustrações e tristezas. Ou porque não se lembram. Ou porque não fazem ou dizem o que estavas à espera. Ou porque, afinal, até são uns queridos, e até fazem isso tudo e tu não estás para aí virada.

Para já não falar na parte comercialóide que me dá urticária. As prendas pré-definidas e pouco pessoais que nos impingem na publicidade mais não são do que um puro acto de consumo.

Muitas das vezes para apenas revelar uma realidade embaraçosa: o quão pouco se conhece a cara-metade ou, então, pior... a falta de investimento emocional na comemoração de um dia supostamente especial.

Estar apaixonado é (ou deveria ser) não esperar pelo dia 14 de Fevereiro para dizer ou mostrar o quanto amas o teu mais-que-tudo.