Hoje partiu mais um tio.
Este último ano e meio tem sido devastador, uma verdadeira razia na minha família do lado paterno. Entre tios e primos, conto sete.
Bem sei que os tios não caminhavam para novos e que morte é uma fase da via.
Entristece-me o olhar resignado do meu pai, o benjamim da família, que vê desaparecer - um a um - os seus irmãos. "O homem morre tantas vezes quantas vezes perde os seus."
Angustia-me o facto de quase não conseguir sair da minha rotina diária para prestar uma última homenagem a quem sempre me tratou tão bem.
Ficam a saudade e as recordações dos tempos de infância.