segunda-feira, 15 de abril de 2013

Murphy: odeio-te




Ainda a segunda-feira mal começou e já os meus bons propósitos de ter uma semana normal foram pelo cano abaixo.


Para começar, acordei mais tarde do que o normal pois não ouvi (ou ignorei) os primeiros toques do despertador. Resultado: 40 minutos de atraso.

A culpa não é minha, é claro. É do meu chefe. Dá-me trabalho para o primeiro fim-de-semana do ano em que o sol brilhou. Onde é que já se viu tal coisa?!? Como é óbvio as temperaturas amenas levaram a melhor e não fiquei em casa a trabalhar enquanto o sol aqueceu as esplanadas de Lisboa. Por isso, tive que trabalhar noite adentro.

A coisa até nem seria tão má caso tivesse ficado por aí.

Mas, para ajudar à festa, o portão da garagem do prédio resolveu não abrir. Apesar das 8907492  vezes em que carreguei no comando da garagem. Abria cerca de 10 cm, e voltava a fechar. Repetidamente. Fiquei ali, parada, olhando para o portão com esperança que, numa das tantas tentativas, abrisse mesmo. Mas, nada! Fiquei refém na minha própria garagem. 

Depois de esperar e desesperar pelo administrador do condomínio e técnico do maldito engenho, rendi-me às evidências e fui apanhar o metro.

Nada como começar o dia... a meio da manhã.




segunda-feira, 8 de abril de 2013



"No one would remember the Good Samaritan if he'd only had good intentions. He had money as well."

Margaret Thatcher, 1925-2013

domingo, 7 de abril de 2013

Alguém que me explique por favor...




Parece feliz, não é? Eu também estaria no lugar de José Socrates.

Ainda estou para saber o que é que se passou na cabeça dos senhores que estão à frente da RTP. 

É que darem tempo de antena, a José Sócrates na estação pública não lembra ao diabo! Era a típica coisa que eu esperaria da TVI... ou talvez da novíssima CMTV. 

Uma coisa é certa: pela credibilidade e imparcialidade da opinião do comentador é que não foi.

Que idoneidade tem o anterior líder do governo para comentar a actualidade política? Sinceramente, acho que não tem nenhuma.

Não tem o distanciamento necessário para analisar a situação política e económica actual sem que pareça (vá… dou-lhe o benefício da dúvida!) um pouco tendencioso e imbuído de espírito revanchista em relação àqueles que o atacaram.

Nestas situações tem que se ser como a mulher de César: além de  imparcial, tem de parecer imparcial. E dois anos de reclusão em Paris  não garantiram a Sócrates tal estatuto.

O mal não está em José Sócrates mas na RTP. Bom, pelo menos não lhe pagam, dirão. A verdade é que o antigo primeiro-ministro recebeu de mão beijada algo muito mais precioso: espaço televisivo em prime time

A RTP – estação pública (ainda) paga com dinheiro dos contribuintes - concedeu a Sócrates a oportunidade de ouro para reabilitar a sua imagem perante os portugueses e voltar à cena política.

É isto serviço público? 

É por estas e por outras que acho que a RTP deve ser totalmente privatizada e depressa. Assim, sempre se poupavam uns cobres ao erário público.



terça-feira, 26 de março de 2013

Partidas

Hoje partiu mais um tio.

Este último ano e meio tem sido devastador, uma verdadeira razia na minha família do lado paterno. Entre tios e primos, conto sete.

Bem sei que os tios não caminhavam para novos e que morte é uma fase da via.

Entristece-me o olhar resignado do meu pai, o benjamim da família, que vê  desaparecer - um a um - os seus irmãos. "O homem morre tantas vezes quantas vezes perde os seus."

Angustia-me o facto de quase não conseguir sair da minha rotina diária para prestar uma última homenagem a quem sempre me tratou tão bem. 

Ficam a saudade e as recordações dos tempos de infância. 


quinta-feira, 21 de março de 2013

E ainda não passou um ano... já estou de caixotes às costas outra vez!


Vou mudar de casa... outra vez!  

Desta vez será num formato mais básico: nada  de móveis atrás. A casa já está totalmente equipada. Vai ser um género do "vou ali fazer uma estadia prolongada e já (não) volto". 

Ou assim pensava eu. 

Comecei por constatar que, ainda que num formato minimalista, continuo a precisar de levar comigo os pequenos electrodomésticos, tipo a Nespresso maravilha.

Por outro lado, tenho que olhar para dentro do roupeiro (sou completamente incapaz) e separar sapatos, malas e roupa que já não use para dar.

Estou cá com uma vontade de começar a encaixotar os pertences...  






quarta-feira, 20 de março de 2013

Como poupar: scooter in the city




De todas as medidas que tomei para reduzir os meus custos mensais, comprar mota foi, de longe, a que mais impacto teve nas minhas finanças.


Já ando de mota desde 2003. Na época, deixei de ter um ordenado decente para passar a estagiária e a ganhar como tal. Com uma redução de cerca de 60% do vencimento mensal, foi preciso ser criativa para manter um estilo de vida parecido com o qual estava acostumada.


O meu meio de transporte privilegiado até então era o automóvel. Perder horas no trânsito, gastar uma pequena fortuna em gasolina, parquímetros, multas e bloqueadores faziam parte da minha rotina diária.

Havia maiores preconceitos contra as motas . E mulher de mota então, nem se fala (há muito provinciano por essa cidade fora!). Para além dos olhares reprovadores, ouvi muitas frases do género: “És completamente louca”, “Vais ter acidente”, “Raparigas de boas famílias não andam de mota”, “Isso é meio de transporte para gente pouco recomendável” e por aí …

Factor determinante para vencer o preconceito foi uma visita a Roma no Verão de 2003. Dei de caras com um “enxame” de Vespas por toda a cidade (cenário que se repetiu em Milão e Florença). O que mais me fascinou foi ver que mesmo as mulheres de negócios, hiper chic, de saia travada e stilletto, não prescindiam da sua Vespa para se deslocar dentro da cidade.

Pensei para comigo: why the hell not???



Facto incontornável era a falta de dinheiro para o luxo de andar de carro todos os dias. Além do custo do combustível , a Emel estava a aparecer em força nas ruas da cidade, multando e bloqueando tudo o que mexesse. E, sinceramente, não me apetecia andar de transportes públicos.



Ao contrário do que se possa pensar, o clima nunca foi impedimento para andar de mota. Na verdade, poucos são os dias no ano (diria que não chegam a uma semana por ano) em que a meteorologia me impede de utilizar a mota.

Já nem falo nas outras vantagens óbvias. Chegar a tempo e horas a todo o lado e de não perder a sanidade mental no trânsito ou à procura de um lugar de estacionamento são as mais evidentes.

Mas vamos a contas que é o que interessa. O investimento inicial foi de cerca de 1800 euros para comprar uma scooter nova (hoje continuam a existir opções abaixo dos 2000 euros). Optei por um modelo de 110 cm3 para poder passar a ponte e andar na auto-estrada. Não sendo a máquina mais potente, adequa-se perfeitamente ao trânsito citadino.

Os consumos de combustível são na ordem dos 2,5 litros. Eu gasto uma média de 10 euros/mês em combustível. O seguro, infelizmente, não é tão barato quanto se desejaria, mas mesmo assim situa-se nos 11 euros / mês.

Ora, admitindo que a alternativa mais barata é o transporte público e que o respectivo passe da Carris e Metro custa, no mínimo, 35 euros por mês… do the math yourself.

Ao fim de 10 anos a andar de mota, continuo tão convicta da minha opção quanto no primeiro dia.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Chavez


Não se pode dizer que tenha sido uma grande perda para o Mundo.

Esperemos que o sucessor seja não desaponte.